03
ago

Criatividade: como ter ideias criativas em 10 passos

Nesse artigo, você entende como pode maximizar o seu potencial criativo com apenas dez passos. Acesse e entenda como ter mais criatividade!

Certamente a criatividade é um dos principais diferenciais dos profissionais de publicidade. No entanto, o potencial de ter ideias criativas precisa ser estimulado constantemente. 

Caso isso não aconteça, a capacidade de criar de um profissional pode se limitar e ele acabar replicando o que já foi criado. Claro que existem pessoas naturalmente criativas, mas nem sempre as ideias surgem no momento certo, não é?

A boa notícia é que existem boas práticas para acordar o lado criativo que existe em você. E é exatamente disso que falaremos neste artigo! Confira mais sobre o que é criatividade e como impulsionar seu potencial criativo em 10 passos!

    Confira também:

Modelo de Briefing: Tudo o que um bom briefing precisa ter!

Baixe nosso modelo de briefing e aumente a probabilidade do cliente aprovar o job de primeira.

O que é criatividade?

A criatividade é o ato de transformar ideias novas e originais em realidade. Ela é caracterizada pela habilidade de uma pessoa perceber o mundo de novas maneiras, para encontrar padrões escondidos, estabelecer conexões entre fenômenos aparentemente desconectados e gerar soluções. A criatividade envolve dois processos: pensamento e produção. Ou seja, se você tem ideias, mas não age sobre elas, você é apenas imaginativo e não criativo.

De acordo com o psicólogo existencialista Rollo May, “a criatividade é o processo de trazer algo realmente novo à realidade. Ela requer paixão e comprometimento e traz para a nossa consciência o que antes estava escondido e aponta para uma nova vida. A experiência é a da consciência expandida: ecstasy”.

Nós podemos dividir a criatividade em três pontos:

  • é uma habilidade: correr vários quilômetros, realizar cálculos e recitar um soneto de Shakespeare também são habilidades. Então, a criatividade é uma habilidade intrínseca a um indivíduo. Para algumas pessoas, ela pode vir de maneira natural, mas qualquer pessoa pode desenvolver qualquer competência com tempo e esforço. Ou seja, a criatividade é uma habilidade que pode ser adquirida.
  • transcende formas tradicionais de pensar e agir: transcender significa ir além e mais alto. É reconhecer as limitações do que atualmente existe e tentar melhorar essa realidade.
  • desenvolve coisas novas e originais: a palavra “desenvolve” tem uma força grande nessa frase. A criatividade vai além de apenas imaginar, pois, como dito acima, ela precisa de concretude. Se você teu uma ideia, teste-a; se é um novo processo, veja se ele funciona; se é um novo objeto, construa-o.

Segundo o inventor do famoso conceito de flow (conhecido também como a receita para a felicidade), o psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi, quando alguém está completamente engajado na criação de algo novo, como compor músicas, ela nem presta atenção a sensações corporais e problemas pessoais. Ela está no estado de flow.

Ao se referir a uma pessoa no meio do processo criativo, Csikszentmihalyi diz: “Ela nem sente fome ou cansaço, seu corpo desaparece e sua identidade desaparece de sua consciência pois não há atenção o suficiente, em qualquer um de nós, para fazer algo realmente bom e que requer bastante concentração ao mesmo tempo em que se sente estar vivo”. Criar algo é externalizar a própria existência.

A relação entre criatividade e inovação

Inovação é a implementação de um produto, serviço ou processo novo ou significantemente melhorado, criando valor para um negócio, governo ou sociedade.

Algumas pessoas dizem que a criatividade não tem nada a ver com a inovação, concluindo que esta é uma disciplina e a criatividade não é. Bom, não é bem por aí. A criatividade também é uma disciplina e é uma parte importante para surgirem inovações. Ou seja, não há inovação sem criatividade.

Quais as características de uma pessoa criativa?

Antes de qualquer coisa: qualquer um pode ser criativo. Se você pinta de maneira casual, você não é menos criativo de alguém que vive disso. Enquanto a criatividade foi posta de lado por conta da Revolução Industrial, ela está voltando com tudo entre os millenials agora na era da informação. 

Pessoas criativas possuem certas habilidades e traços. Elas estão sempre fazendo perguntas, surgindo com soluções criativas para um problema e exibindo um comportamento mais lúdico. Elas têm uma grande sensibilidade emocional, nunca estão conformadas com certa situação e não têm medo de serem vistas como diferentes ou exibindo pensamentos incomuns. Ainda de acordo com Csikszentmihalyi (no livro Creativity – Flow and the Psychology of Discovery and Invention), existem 10 características de uma personalidade criativa, que são:

  1. têm uma grande quantidade de energia, mas também são geralmente quietos e tranquilos;
  2. tendem a serem espertos, mas ingênuos ao mesmo tempo;
  3. têm uma combinação de ludicidade e disciplina, ou responsabilidade e irresponsabilidade;
  4. alternam entre imaginação e fantasia de um lado, e senso de realidade de outro;
  5. parecem acolher as tendências opostas entre extroversão e introversão;
  6. são notavelmente humildes e orgulhosos ao mesmo tempo;
  7. até certo alcance, espacam de estereótipos rígidos de gênero e tem uma tendência à androginia;
  8. geralmente são imaginados como rebeldes e independentes;
  9. a maioria é apaixonada pelo trabalho, mas podem ser extremamente objetivas sobre ele também;
  10. a abertura e sensibilidade de indivíduos criativos frequentemente os expôem a sofrimentos, mas também a uma grande quantidade de satisfação e alegria.

 

 

A criatividade é algo que pode ser aprendido

Seres humanos nascem criativos e são ensinados a serem “descriativos” com o passar do tempo. Pensa um pouco: quando você é uma criança, existe uma ênfase em aulas de arte e brincadeiras e, quando você vai ficando mais velho, dizem que você tem que cair na real, tomar somente decisões estritamente racionais e diretas, pois você tem contas a pagar.

Perseguir nosso potencial criativo tende a parar quando crescemos. Ou seja, indivíduos criativos nem sempre têm um ambiente favorável, pois podem ser vistos como muito extravagantes e não ter conhecimentos brutos para a inovação nos negócios.

Alguns estudos provam que o comportamento não-criativo pode ser aprendido com o tempo. De acordo com um teste de criatividade realizado pelo cientista George Land, crianças pequenas são gênios criativos, e se tornam menos férteis quando envelhecem. Este estudo foi feito com um grupo de 1600 crianças de 5 anos de idade e 98% foram tidas como gênias, pensando de maneiras inventivas de maneira similar a Picasso, Mozart, Einstein e outras personalidades.

Land testou-as novamente aos 10 anos de idade e o número caiu para 30%. Outro teste foi feito aos 15 anos e os resultados decresceram para 12%. Por fim, ele deu a mesma avaliação para 280 mil adultos e ele encontrou somente 2% de gênios criativos.

A boa notícia é que se você se considerar pouco criativo como um adulto, você pode se reeducar para ter uma mente totalmente nova (pelo menos no âmbito da criatividade) e ter o hábito de praticar criatividade e inovação novamente.

Além de fazer coisas como viajar para um lugar novo, fazer uma caminhada e dedicar-se a um novo hobby, você também pode se treinar para fazer algo novo e se tornar um expert nisso. Já está bem claro que a criatividade em determinada área vem com muita prática.

Você também precisa estar sempre aberto à novas possibilidades, permanecer curioso sobre o mundo e facilmente superar erros.

Esqueça a ladainha da parte direita e esquerda do cérebro

robina-weermeijer-3KGF9R_0oHs-unsplash

Assim como o persistente mito do “nós só usamos 10% do cérebro“, o conceito de lado esquerdo = criatividade vs. lado direito = análise racional é totalmente uma pseudociência.

 Sim, é claro que existem partes de nosso cérebro vnculados a funções específicas, mas são as conexões entre essas áreas e as redes subsequentes que elas produzem as responsáveis pela cognição.

Por exemplo, se você está tentando se equilibrar em cima de pedras para atravessar um rio, você provavelmente está incitando as conexões que ligam as partes do seu cérebro responsáveis pelo processamento de imagens à coordenação motora. Se você está explicando para um amigo como você conseguir atravessar o rio, acrescente aí as partes do cérebro relacionadas ao controle da linguagem.

Quando o assunto é criatividade, existem três grandes redes no cérebro que são importantes:

  • a rede executiva de atenção ajuda a estar atento e focado;
  • a rede imaginativa permite “sonhar acordado” e se imaginar no lugar do outro;
  • a rede de importância permite identificar coisas que estão na sua memória e inconsciente e que são importantes no mundo à sua volta.

Quanto mais ativas forem essas redes no seu cérebro e quanto mais elas trabalharem em conjunto, mais criativo você será.

Como aumentar a criatividade em 10 passos

A seguir, separamos 10 dicas essenciais para ter cada vez mais criatividade, confira!

Powered by Rock Convert

1. Alimente-se de informações constantemente

Como já dizia Lavoisier, “nada se cria, tudo se transforma”. Com a criatividade não é diferente. Durante a faculdade de Publicidade e Propaganda, ouve-se muitos professores repetindo “as inovações são ideias velhas relacionadas”. Isso significa que uma ideia criativa é a mistura de coisas que já existem. 

Por mais que se inspirar em ideias antigas seja uma excelente maneira de estimular a criatividade, contar com referências externas pode ser uma boa pedida. Nesse sentido, é interessante que o consumo de conteúdo — seja ele de qual tipo for — se torne uma prática constante no seu dia a dia.

Por isso, para um profissional potencializar sua capacidade de criação, é preciso que sua bagagem cultural seja alimentada constantemente.

Então, leia muitos livros, assista filmesséries, acompanhe jornais e as notícias do momento, jogue videogame, ouça música e alimente seu cérebro para que consiga realizar a maior quantidade de ligações entre ideias já existentes.

2. Faça um bom brainstorming

O brainstorming é um momento crucial nas agências. É aqui que todas as ideias serão reunidas a fim de que as melhores sejam escolhidas para dar vida a uma campanha. E que outra oportunidade seria mais apropriada para exercitar a criatividade se não nas reuniões de brainstorm? Isso porque nesses encontros o importante é o volume de ideias e não a qualidade das mesmas.

Nesse caso, aquela sensação de não estar contribuindo com informações pertinentes fica para trás, dando lugar a uma série de novas possibilidades. A ideia é que você aproveite ao máximo esse momento, mesmo que as ideias pareçam sem sentido ou totalmente fora da caixa. E caso você tenha interesse em entender como otimizar o brainstorming na sua agência, recomendamos que leia nosso material exclusivo sobre o tema. Lá, apresentamos as principais técnicas para tornar essas reuniões mais produtivas.

3. Conecte ideias diferentes

Acredite, buscar similaridades em elementos que em um primeiro momento parecem diferentes pode ajudar a encontrar novas ideias. Para provar isso, o neurocientista Paul Howard-Jones em um recente estudo, reuniu dois grupos de pessoas com um único objetivo: criar histórias a partir de apenas três palavras.

No primeiro grupo, Jones definiu três palavras relacionadas, como “cama”, “travesseiro” e “sono”. No segundo, as palavras não tinham relação nenhuma, por exemplo “porta”, “planta” e “gato”. O resultado? As histórias mais criativas vieram, justamente, do grupo que recebeu palavras não relacionadas.

4. Faça perguntas

Certamente você já ficou preso a algum problema por um bom tempo, certo? A sensação de que nenhuma solução é capaz de resolvê-lo é desgastante e muitas vezes, nos faz abandonar a situação. Sabia que você pode estar apenas respondendo a pergunta errada? Isso mesmo.

Em seu livro  Zig zag: The Surprising Path to Greater Creativity, Keith Sawyer destaca que,  “Pensar coisas novas exige fazer novas perguntas, não responder às mesmas perguntas melhor ou de formas diferentes. As melhores respostas surgem depois de redefinir a pergunta”. E você, o que acha disso para a sua criatividade?

5. Importe-se  menos com a opinião de terceiros

Claramente, publicitários criam para terceiros. Porém, no momento do brainstorm essa preocupação não deve existir. Isso porque essa importância pode impossibilitar o surgimento de grandes ideias.

No brainstorm, então, não se importe com terceiros. Importe-se em ter uma boa quantidade de ideias. Afinal, um jeito de se ter uma boa ideia é ter muitas e, depois, escolher qual delas é a melhor.  

6. Pratique atividades artísticas

Atividades artísticas — como desenho, pintura, dança, entre outros — estimulam o cérebro a trabalhar. Sabe aquela pessoa que está participando de uma call e está desenhando “quadradinhos” e “emoticons” em uma folha de papel? Pois é, ela está incentivando, mesmo que inconscientemente, seu cérebro a trabalhar mais rapidamente.

7. Coloque suas ideias no papel

Pense na seguinte situação: você está sentado em sua mesa de trabalho criando uma campanha para aquele cliente super exigente. As ideias teimam em não aparecer, o prazo está quase no fim e nada foi feito. Você resolve deixar o job de lado e vai fazer outras coisas.

Quando você chega em casa, durante o banho, uma ideia genial surge de repente. Você já passou por isso? Cá para nós, provavelmente muitas ideias já foram esquecidas assim, não é? Sabemos que é difícil ter um papel em mãos nesses momentos, mas fazer um pequeno esforço para não esquecê-las e anotá-las em seguida nunca é demais para estimular a criatividade e utilizar essas ideias posteriormente!

Nesse caso, a dica é: tenha sempre um bloquinho na bolsa ou na cabeceira da cama. Caso você queira tornar esse processo ainda mais simples, existem aplicativos como o Google Keep, ferramenta que registra qualquer informação que você quiser: desde ideias, listas, fotos, etc. O mais bacana é que ele é compatível com smartphone, tablet ou computador, o que permite que você sincronize sua conta em diferentes dispositivos. 

8. Questione sempre

Por mais que pareça cômodo resolver situações sempre da mesma forma, essa prática não é a melhor maneira de colocar para fora o criativo que existe em você. Afinal, por que essa é a melhor maneira de resolver um problema? A metodologia tem, de fato, dado certo? Sair do lugar comum pode ser a melhor forma de ter melhores resultados, e consequentemente,  exercitar a criatividade. 

9. Corra riscos

Por mais que as decisões que você toma diariamente não o coloque diante de riscos muito extremos, aproveitar essas oportunidades para motivar o pensamento criativo é fundamental. 

Muitas vezes, o medo de errar é muito maior do que a vontade de arriscar, o que pode acabar criando um bloqueio e causando certa insegurança. É necessário, portanto, ”pegar outro caminho para casa” sempre que você perceber que sua criatividade não está sendo desafiada.

Se não há desafios, crie-os. Se possível, comece uma atividade em uma área totalmente nova, de preferência sobre algo que você não domina, isso vai ajudá-lo a lidar melhor com as situações inesperadas e pensar de outras formas.

10. Aproveite ideias antigas

Essa dica é quase que um complemento do item 4: quanto mais ideias você registra, mais bagagem você terá na hora que o bloqueio criativo bate à porta. E isso não se limita somente àquelas ideias que ainda não foram expostas para o mundo. Aproveite para utilizar campanhas que tiveram bons resultados como referência, isso é uma prática extremamente funcional quando o assunto é gerar insights interessantes para um novo projeto. 

Aumente sua criatividade!

Além de ser criativo, é importante ser produtivo para aumentar sua criatividade. Por isso, é imprescindível você organizar as horas trabalhadas e entender quais jobs consomem mais tempo de trabalho. Para isso, faça o download do nosso kit de produtividade e encante seus clientes com campanhas incríveis!

Nova call to action