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jun

O que é design thinking e como desenvolver na sua agência

Criatividade e inovação são essenciais para criar campanhas sensacionais e para reorganizar sua gestão de maneira original. Saiba como o design thinking pode ser usado na sua agência!

Pense utilizando técnicas de design thinking e tenha ideias inovadoras!

Pensar como um designer… o que isso quer dizer, afinal? O design thinking não é uma propriedade exclusiva dos designers. Todos os grandes inovadores na literatura, arte, música, ciência e nos negócios o praticaram em alguma medida.

O que temos de tão especial no design thinking é que o processo de trabalho dos designers pode nos ajudar a sistematicamente extrair, ensinar, aprender e aplicar técnicas centralizadas no fator humano (as que citamos acima) para resolver problemas de maneiras criativas e inovadoras. Isso vale para nossos designs, nossos empreendimentos, nossa sociedade e nossas vidas.

O design thinking é centrado no humano. Ele encoraja organizações a focar a criação nas pessoas que são seu público, o que acaba levando a melhores produtos, serviços e processos internos.

Ao usá-lo, você está associando o que é desejável do ponto de vista humano com o que é tecnologicamente possível e economicamente viável. Ele também permite que pessoas não treinadas como designers usem ferramentas criativas para encarar uma grande variedade de desafios. O processo começa com a tomada de ação e entendimento das questões que impactam de verdade sua agência.

O que é design thinking, afinal?

O design thinking é um processo recorrente no qual buscamos entender nosso público, confrontar crenças e redefinir problemas em busca de identificar estratégias e soluções alternativas que podem não estar tão evidentes à primeira vista. Ao mesmo tempo, o design thinking tem uma abordagem baseada em soluções para resolver problemas. É um modo de pensar e trabalhar, assim como uma coleção de métodos práticos.

Esta técnica utiliza elementos relacionados às habilidades do designer como empatia e experimentação para chegar em soluções inovadoras. Com o design thinking você faz decisões baseadas no que futuros clientes realmente vão querer, ao invés de somente se basear em dados passados e investir por meio de instinto e não em evidências. Neste artigo vamos tratar qualquer pessoa que coloca em prática o design thinking como designers, então estaremos falando com você!

Porque o design thinking é importante?

Aplicar este método na sua agência pode te trazer vários benefícios e te colocar à frente no mercado competitivo. Primeiramente, ao buscar por inovações, você e seu time poderão encontrar com muito mais facilidade necessidades e desejos de sua persona que ainda não foram saciados e, quem sabe, ainda nem pensados.

Além disso, por ser um método bem estruturado, reduz o risco associado ao lançamento de novas ideias, gerando soluções que são realmente revolucionárias e não somente mais um projeto entre tantos outros. Este método estruturado também auxilia sua agência a aprender mais rápido com os erros e se posicionar de maneira mais ativa em relação às mudanças na sociedade, cada vez mais rápidas e bruscas. Para uma agência, ser criativo nunca é demais.

Feito de maneira correta, o design thinking pode:

  • capturar o mindset, dores e necessidades da sua persona;
  • pintar um quadro real das oportunidades baseadas nessas necessidades;
  • trazer novas soluções inovativas com experimentos rápidos e superficiais que geram conhecimento e rapidamente ganham maior profundidade.

Brainstorming

Como o design thinking pode ser usado nas agências?

Como mencionado no artigo, o processo de design thinking é progressivo e altamente voltado para o público-alvo. No caso das agências, ele pode ser usado na elaboração de novas campanhas, em estratégias de reorganização da gestão ou para resolver problemas internos de maneira criativa.

Existem vários modelos criados ao longo da história para se estudar as diversas maneiras de aplicação dessa técnica no cotidiano organizacional, mas vamos focar em uma delas, provavelmente a mais famosa e usada de todas. É o modelo dos quatro princípios desenvolvido por Christoph Meinel e Harry Leifer do Instituto Hasso-Platner de Design da Universidade de Stanford, na Califórnia.

Os quatro princípios

Estes quatro princípios ajudam a categorizar melhor os diversos aspectos inerentes ao design thinking. São regras que devem ser observadas para que os resultados sejam os mais inovativos possíveis e voltados para o fator humano.

  • A regra humana: não importa o contexto, toda atividade de design é social por natureza, e qualquer inovação social irá nos trazer de volta ao ponto de vista centrado no humano.
  • A regra da ambiguidade: a ambiguidade é inevitável, não podendo ser removida ou simplificada em demasia. Experimentar nos limites de seu conhecimento e habilidades é crucial para começar a ver as coisas de maneira diferente.
  • A regra do redesign: todo design é um redesign. Enquanto as circunstâncias tecnológicas e sociais podem mudar e evoluir, as necessidades básicas humanas permanecem imutáveis. Nós essencialmente só redesenhamos os meios para saciar nossas vontades ou alcançar as metas desejadas.
  • A regra da tangibilidade: transformar ideias em matéria na forma de protótipos possibilita aos designers comunicá-las de maneira mais efetiva.

Além destas quatro regras para o processo de pensar como um designer, existem cinco fases que ajudam na realização prática dessa metodologia.

As cinco fases

Baseadas nos quatro princípios, a técnica de design thinking pode ser destrinchada em cinco passos ou fases, também desenvolvidas pelo Instituto Hasso-Platner: empatizar, definir, idealizar, prototipar e testar. Vamos ver cada uma delas em detalhe.

1. Empatizar

A empatia fornece o ponto de partida decisivo para o design thinking. O primeiro estágio do processo é despendido para conhecer sua persona (ou seu cliente) e entender suas dores, necessidades, desejos e objetivos ou para identificar de maneira inicial as necessidades internas da agência. Isso significa observar e envolver-se com pessoas com o intuito de compreendê-las em níveis psicológicos e emocionais. Durante essa fase, o designer busca deixar de lado suposições e crenças e reúne insights reais sobre seu público.

2. Definir

O segundo estágio é dedicado à definição do problema. Você irá coletar todos os seus achados da fase da empatia e começar a organizar a bagunça: que dificuldades e barreiras sua persona encontra no dia a dia? Quais padrões você observa? Qual é a grande questão que sua equipe precisa dar conta todos os dias no trabalho?

Ao final da fase de definição, você terá uma explicação clara do problema. A chave aqui é enquadrá-lo centralizando seu público. Ao invés de falar “eu preciso de”, diga colocando seu público como agente: “nossa persona precisa de ou minha equipe precisa de”.

Depois de formular o problema em palavras, você pode começar a pensar nas possíveis soluções e ideias, o que nos leva ao terceiro estágio.

3. Idealizar

Com um conhecimento sólido de sua persona ou de sua organização e uma definição clara do problema em mente, é hora de começar a trabalhar em potenciais soluções. A terceira fase é onde a criatividade acontece, e é fundamental que esta fase de idealização é uma zona livre de julgamentos! Designers lançam mão de sessões de idealização para chegarem ao máximo de novos ângulos e ideias possíveis.

Existem várias técnicas que podem ser usadas aqui, do brainstorming e do mapa mental até sessões de roleplay e de provocação — este último sendo uma técnica extrema de pensamento lateral que te coloca em uma posição de desafiar crenças estabelecidas e explorar novas opções e alternativas.

4. Prototipar

O quarto passo é totalmente sobre experimentação e transformar ideias em produtos e serviços tangíveis. Um protótipo é basicamente uma versão simplificada da ideia que incorpora as possíveis soluções identificadas nos estágios anteriores.

Este passo é essencial para testar as soluções e realçar qualquer falha ou restrição. Pela fase da prototipação, as soluções propostas podem ser aceitas, melhorar, redefinidas ou rejeitadas dependendo do seu desempenho como protótipos.

5. Testar

Depois do protótipo, vem o teste real. Mas é importante notar que este não é o final do processo de design thinking! Na realidade, os resultados dos testes podem acabar te levando para uma fase anterior, fornecendo insights necessários para mudar a definição do problema ou para que surjam novas ideias não pensadas antes.

Use o design thinking e seja genial!

O design thinking não é um processo linear! Você pode acabar olhando para essas fases definidas e ver uma sequência lógica em uma ordem fixa. No entanto, o processo é flexível e fluido, indo e voltando nele mesmo. Com cada nova descoberta que uma fase traz, você vai precisar repensar e redefinir o que você fez antes. Andar em linha reta pode não ser a melhor solução para seus problemas.

Organizar a gestão da sua agência e das suas campanhas de maneira inovativa é essencial para que você possa crescer e se tornar uma autoridade no mercado. O design thinking é um processo que exige muita dedicação. Então que tal investir em um software completo para a gestão da sua agência e ter tempo para ser genial? Teste o iClips e alavanque sua gestão!

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