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jul

Plano de marketing: como elaborar?

Sabemos que você elabora eficientes planos de marketing para seus clientes. Mas e para sua própria agência? Entenda nesse post como esquematizar um bom plano de marketing para impulsionar o crescimento de sua agência!

Plano de marketing: como não errar no seu?

A seguir, um passo a passo de Planejamento de Marketing para aplicar na sua agência.
 

Sabemos que você tem o hábito de elaborar o plano de marketing para seus clientes, mas será que você também faz isso para a sua própria agência?

É comum nos depararmos com agências que fazem ou auxiliam na elaboração de um planejamento de marketing estratégico para seus clientes, porém, não o fazem para suas próprias empresas. Isso significa que elas alavancam o desenvolvimento de seus parceiros, no entanto, não incentivam o próprio crescimento.

Para ajudar a sua agência a não repetir essa situação, neste post, você entenderá como elaborar um plano de marketing de forma eficiente para o seu negócio crescer. Continue a leitura e não deixe de conferir!

Como elaborar um plano de marketing?

Uma boa quantidade de empresas criativas trabalha sem rumo e sem o conhecimento de aonde a agência deve chegar. Nesse contexto, tal orientação é um diferencial de crescimento no setor publicitário, visto que a concorrência, de forma geral, está pecando neste aspecto.

É sempre bom lembrar que é essencial elaborar um bom planejamento estratégico de marketing, mas que é ainda mais importante tirá-lo do papel e praticá-lo.

Em síntese, a elaboração de um plano é baseada em três grandes etapas: o planejamento, a implementação e a avaliação e controle. A seguir, veja mais informações sobre cada um desses estágios.

Planejamento

Na primeira fase do planejamento de marketing, deve-se compreender a situação real da empresa e aonde ela quer chegar, quais são seus objetivos e o que ela deve ser em determinado período.

Para tal, é preciso reunir os conhecimentos sobre a companhia na etapa de "sumário executivo". Nessa fase, são agrupadas informações sobre:

  • o ambiente no qual a agência está inserida e o público de interesse (monstruosas multinacionais e suas comunicações internas? Ou empresas de varejo?);

  • o posicionamento de mercado da empresa criativa (o ponto forte da sua agência é a criação? Você entrega a seus clientes peças com conceitos inovadores? Ou preza pelo atendimento e pela produção de alta quantidade de peças, atendendo clientes com grandes volumes de demandas?);

  • a definição da marca da agência (qual conceito você adotará?);

  • seus objetivos e metas (aonde sua agência está e aonde quer chegar?);

  • as estratégias de marketing e vendas da sua agência (como é efetuada a prospecção de clientes? Quais são as estratégias empregadas para tal?).

É imprescindível apontar que, se a etapa de planejamento não for bem executada, todas as posteriores sofrerão um grande prejuízo. Isso porque elas são interdependentes, mas se complementam.

Implementação

Elaborado o planejamento, o gestor deve passar para a etapa de implementação. Nessa fase, são fundamentais a proatividade, o engajamento e a participação dos profissionais que colaboram com a agência.

Durante a implementação, os colaboradores devem "vestir a camisa" para que todo o processo tenha um bom desenvolvimento.

Para esse estágio, é preciso responder a algumas questões sem perder de vista os objetivos traçados na fase anterior. A seguir, veja os itens que você deve responder nesse ciclo:

  • ações (o que) — quais são as tarefas essenciais a serem desempenhadas?

  • período (quando) — qual é o prazo de execução para cada tarefa?

  • procedimentos (como) — quais são os procedimentos a serem seguidos para a execução das tarefas? Nessa fase, além dos procedimentos, defina a ordem em que eles deverão ser realizados;

  • responsável (quem) — toda atividade deve ter um colaborador responsável por ela! Quem em sua agência é mais apto para executar cada tarefa?

Nesse ponto, vale uma observação: não deixe de verificar o valor/hora do funcionário mais adequado para cada tarefa e de conferir a viabilidade das escolhas de profissionais.

Plano de ação

Um plano de ação serve como guia para a implementação das etapas anteriores, contemplando todos os tópicos citados.

Em um documento, você pode montar um esquema simples: alinhado à esquerda, insira os nomes das ações que representam o estágio "o que". Ao lado, em uma segunda coluna, relacione os responsáveis pelas tarefas.

Na terceira coluna, especifique o custo estimado de cada ação, ou seja, as informações da etapa "quanto", incluindo os valores separados por intervalo de tempo.

De forma geral, os procedimentos (“como”) são documentados separadamente dos planos de ações. Por esse motivo, não aparecem nesse exemplo.

Avaliação e controle

Essa terceira etapa é importante para alinhar a expectativa com a execução e o desempenho — e para verificar se os objetivos traçados estão sendo alcançados. Esses controles podem ser definidos de maneira preventiva ou corretiva. A primeira forma é a mais interessante, visto que mantém a satisfação do cliente.

A seguir, estão consideradas algumas das ações de avaliação de controle de um plano de marketing:

  • avaliação semanal da performance da equipe;

  • pesquisa semanal do nível de satisfação dos clientes;

  • análise do faturamento projetado perante o realizado.

Pesquisa e plano de marketing: qual a relação e como elaborar um bom estudo?

Como você pode notar, para realizar um bom plano de marketing, a etapa de planejamento é fundamental. Você precisará saber quem forma seu público-alvo, quais os diferenciais da sua empresa e o seu posicionamento de mercado.

Nesse cenário, a pergunta é: como fazer essa definição?

Muitas agências erram justamente nesse ponto, porque dispensam a necessidade da pesquisa e tomam decisões baseadas em “achismos” e em vagos conhecimentos do mercado.

Se você quer montar um plano de marketing que seja realmente efetivo, é indispensável investir em uma boa pesquisa de marketing para compreender, de fato, os pontos cruciais do seu planejamento.

Sobre este assunto, listamos algumas dicas importantes a seguir. Veja só!

Benchmarking

Entender como a sua concorrência se comporta e o que ela tem feito de diferente é algo indispensável na hora de elaborar o plano de marketing.

Nessa tarefa, o benchmarking é um grande aliado. Afinal, é ele que vai ajudar você a compreender o porquê seus clientes deveriam comprar de você e não da concorrência.

Você poderá organizar uma pesquisa de mercado para compreender como a sua agência está posicionada na mente dos consumidores em relação à concorrência, de que maneira seus clientes avaliam seus serviços e outros similares disponíveis no mercado ou como avaliam o atendimento de cada marca.

Aproveite para acompanhar as principais tendências do setor e ficar de olho no que as grandes agências estão fazendo, como novos tipos de serviço, tecnologia diferenciada etc. Isso pode servir de inspiração para que você teste novas ideias e olhares no seu negócio.

Definição do problema

Este é o passo mais importante de qualquer pesquisa e precisa ser muito bem elaborado. Na hora de obter informações para o seu plano de marketing, existem muitos problemas que podem ser usados para incluir mais dados e informações novas às suas estratégias:

  • Por que os clientes estão consumindo menos os meus serviços?

  • Até quando meus clientes estão dispostos a pagar por um novo serviço?

  • Qual o meu principal público?

  • Qual o meu principal diferencial competitivo?

  • Quais os principais problemas ou dificuldades enfrentados pelos meus clientes?

  • Quais as oportunidades disponíveis no meu segmento de mercado?

Como são muitas as possibilidades, o ideal é fazer uma pesquisa por objetivo, evitando contaminar os dados e acabar com informações que não refletem a realidade.

Não se esqueça de que os dados obtidos nessas pesquisas podem ser usados além do plano de marketing, por exemplo, identificando oportunidade e ajudando a desenvolver novos serviços ou apoiando decisões mais certeiras.

Tipos de pesquisa

Em marketing, existem alguns tipos de pesquisa que podem ser realizadas, dependendo dos seus objetivos. As mais usadas são: exploratória, descritiva, conclusiva e casual/experimental.

Exploratória

Costuma ser feita antes da pesquisa final para ajudar a definir melhor o problema de pesquisa ou em casos complementares para oferecer mais conhecimento sobre um tema ainda pouco debatido. Para isso, ela usa de fontes secundárias, como pesquisas e estudos de caso, relatórios, trabalhos acadêmicos e observações informais.

Descritiva

Busca respostas para um problema específico e pontual. É a pesquisa que expõe e descreve os fenômenos, sem explicar o motivo para que eles ocorram. Usa de questionários, entrevistas, grupos focais, entre outros.

Conclusiva

Tem um objetivo claro e apresenta estrutura e questões que permitem que o entrevistador tire conclusões definitivas sobre suas hipóteses.

Casual ou experimental

Analisa o porquê dos fenômenos, testando hipóteses por meio de experimentos e analisando a relação de causa e efeito. É o famoso “teste A/B”, muito usado no marketing.

Realização da pesquisa e análise dos dados

A partir desse planejamento, você poderá montar a sua pesquisa, pensando no tipo, metodologia e formato adequado aos seus objetivos e também na amostra que será usada.

Nesse momento, é possível decidir se a pesquisa será feita online ou de forma presencial, se ela será aplicada pela sua agência ou se haverá a necessidade de contratar uma empresa externa e outros pontos cruciais.

Depois de aplicar a pesquisa, analise os resultados com cuidado. Aqui, lembre-se que o objetivo dessa etapa é mais do que apenas gerar gráficos. Afinal, a ideia é que ela ofereça informações suficientes para que você consiga planejar melhor o seu marketing, estratégia e ações.

Nessa etapa, é esperado que você consiga encontrar as respostas adequadas às suas perguntas — e até se deparar com dados diferentes das suas hipóteses iniciais, o que indica a necessidade de um ajuste no planejamento.

Por fm, de posse desses dados, retome os tópicos anteriores e veja o que poderá ser ajustado para que a sua empresa esteja de acordo com as necessidades e exigências do seu público e também do seu setor de atuação.

Quais erros você não pode cometer na elaboração de uma estratégia de marketing?

Finalizado o planejamento, chega a hora de colocá-lo em prática. É importante ter cuidado, pois existem aqueles erros que comprometem toda a estratégia e podem minar a fase de execução do que foi programado.

Ficar atento a esses equívocos é imprescindível para que retrabalhos sejam evitados e para que sua estratégia seja realmente eficaz. Confira, a seguir, quais são os erros mais comuns cometidos em uma estratégia de marketing.

Ignorar a concorrência e o segmento

Para garantir que o seu plano de marketing será coerente e trará resultados reais a sua agência, é indispensável acompanhar a concorrência e as evoluções do seu mercado.

Por isso, é essencial que, na fase de planejamento, seja feita a análise do ambiente e de todos os fatores que possam vir a influenciar a sua atividade, tanto no que diz respeito ao micro quanto ao macro ambiente.

Isso significa, por exemplo, economia, legislação, política, avanços tecnológicos, fornecedores, stakeholders, concorrentes, público-alvo etc.

Em relação à concorrência, você deve acompanhar o que está sendo feito pelas demais agências, de modo a identificar qual diferencial você pode agregar ao seu serviço para conquistar mais clientes.

Ao fazer isso, aproveite para aprender com a concorrência e os líderes de mercado. Saiba o que eles fazem muito bem e também o que não deu certo e aprenda com essas observações.

Ignorar esses dois pontos é um caminho certo para desenvolver um plano de marketing que não faça sentido ou seja estratégico.

Ser desorganizado

Buscar a organização é algo que se relaciona a qualquer tipo de ação a qual você dedica seus esforços. Porém, infelizmente, manter organizado cada processo é uma daquelas metas que, muitas vezes, acabam ficando de lado na correria do dia a dia.

No entanto, pode apostar: se você notou que sua produtividade tem caído a cada dia, provavelmente a falha está na falta de organização de suas tarefas.

Sendo assim, se você tem um projeto de marketing em fase de implementação, a desorganização deve ser extinta de uma vez por todas! Afinal, de nada adianta ter um plano de ação eficaz se você não consegue ter um controle de todas as tarefas que as etapas demandam.

Gastar um tempinho se programando ou organizando suas planilhas de controle de atividades faz com que sua estratégia não morra na praia ou que traga resultados abaixo do esperado.

Não cumprir prazos

Ao elaborar um plano de marketing, há prazos que devem ser criteriosamente seguidos. Com uma grande carga de trabalho aliada a pouco tempo para sua execução, o não cumprimento dos prazos é um risco, especialmente quando se lida com um alto volume de tarefas.

Mais do que a falta de tempo diante de tantas tarefas a serem cumpridas, é a desorganização a verdadeira vilã dessa história.

Se você já teve o trabalho de refazer uma tarefa, sabe bem o quanto é desgastante recriar uma ideia que foi perdida. Na maioria das vezes, nossa mente não consegue se lembrar daquele insight perfeito que tivemos para aquela situação.

Sem um controle minucioso de todas as atividades e processos contidos no planejamento, as chances de se perder no meio do projeto só aumentam. Afinal, se não há documentação do que deve ser feito, fica quase impossível ter um controle eficaz.

Quando as tarefas não são cumpridas no prazo estipulado, sua estratégia pode ir por água abaixo, uma vez que todo o planejamento poderá ser afetado por conta de apenas um atraso.

Não propor ideias novas

Digamos que sua estratégia já está se desenrolando na agência há algum tempo e você conseguiu manter uma organização para que tudo funcione como o planejado. Os resultados estão satisfatórios, mas, ainda assim, você sente que ainda falta alguma coisa.

Quando a estratégia de marketing está rendendo bons frutos, é comum que muitos profissionais se deem por satisfeitos e não busquem incluir ideias inovadoras em seu projeto.

Os motivos são inúmeros e não cabem ser ditos aqui. Entretanto, a principal questão é que, ao se acomodar ao que é mais confortável ou ao que tem no momento, perde-se chances de trazer resultados concretos. Isso porque se reduz a capacidade de inovação por meio de novas ideias, às vezes, por receio.

Se este é o seu caso, não se esqueça de que se há planejamento e uma boa pesquisa, as chances de novas ideias não darem certo são mitigadas.

Outra questão que deve ser levada em consideração — e que corrobora com a necessidade de novas ideias — é a forma como o marketing se modifica. Isso porque, a cada dia, novos conceitos e ferramentas inovadoras surgem. Nesse sentido, se não há vontade e foco para inovação, é provável que sua estratégia fique saturada aos olhos da sua persona.

Não fazer parcerias

Um dos objetivos do marketing é promover conteúdos valiosos para o seu público. Uma das formas de se fazer isso é criar parcerias com empresas que compartilham do mesmo foco que a sua.

Acontece que, por algum motivo, determinados profissionais de agências de comunicação desconhecem os mercados nos quais suas empresas estão inseridas. Isso impossibilita um alinhamento estratégico com parceiros que tenham objetivos e públicos similares.

A iniciativa do profissional de marketing também é outro fator que deve ser considerado. Se não há uma proatividade por parte desse colaborador em procurar por empresas que estejam dispostas a unirem forças para gerar bons resultados, as oportunidades de parcerias construtivas podem ser deixadas para trás.

Mais do que promover um conteúdo valioso, o comarketing é uma forma eficaz e com bom custo-benefício para gerar resultados, tanto para sua agência quanto para a empresa parceira.

Desconsiderar objetivos no longo prazo

Muitas vezes, a sede em buscar resultados cada vez mais rápidos acaba gerando um ciclo vicioso na elaboração de ações que projetam resultados no curto prazo.

Não há nada de errado em querer ver o seu trabalho gerando bons frutos de forma rápida, afinal, há metas que devem ser cumpridas, certo? No entanto, essas soluções não devem ser as únicas na rotina do setor de marketing.

A grande questão é o equilíbrio entre estratégias de curto e longo prazo, já que o trabalho pode ser muito maior quando o objetivo é gerar apenas resultados imediatos.

Além disso, quando nos referimos ao marketing estratégico de um negócio, projetamos a autoridade atribuída à marca, e isso, na maioria das vezes, leva tempo. Portanto, foque as ações de longo prazo para obter resultados que realmente vão contribuir para que os propósitos do negócio sejam alcançados.

Elaborar conteúdos desalinhados à estratégia de marketing

Mais do que criar uma boa estratégia de marketing — sobretudo, a de marketing de conteúdo —, é essencial manter a conexão entre o que foi planejado e o que será executado.

Empolgar-se com assuntos que não condizem com o perfil do público-alvo ou com os objetivos listados no planejamento, além de não trazer resultados satisfatórios, pode dificultar a análise de métricas importantes.

Firmar-se como autoridade em um terreno repleto de informações repetidas já é complicado, agora, imagine começar a disparar conteúdos que nada agregam para o seu negócio ou que não tragam leads qualificados?

Aliado a um monitoramento constante do analytics de seus sites (e a bons conteúdos, claro!), o acompanhamento das principais pesquisas de palavras-chave e a quantidade de buscas por elas são a chave para sua agência se tornar uma referência no mercado.

Não revisar o plano de marketing

Por melhor que seja, nenhum plano de marketing é “imutável”. Lembre-se que as empresas e o seu público estão em constante evolução, por isso é importante que o seu negócio seja adaptável a essas transformações.

Com o tempo, crie o hábito de rever seu planejamento e entender o que não está mais funcionando ou faz sentido. Analise como está o retorno sobre o investimento, quais serviços são mais rentáveis, se o público-alvo permanece o mesmo, entre outras questões. Não tenha medo de mudar!

Quais as principais ferramentas para realizar o planejamento estratégico de marketing?

Existem muitos instrumentos de marketing que podem ser usados para melhorar campanhas, ações e estratégias para captar e reter clientes, bem como aperfeiçoar a gestão de suas operações.

Eles devem ser escolhidos, testados e incluídos no plano de marketing à medida que apresentarem bons resultados, assegurando a continuidade da eficiência do negócio. Para ajudar na escolha dessas ferramentas, listamos as principais delas a seguir.

Solução de big data e data driven

O conceito de big data refere-se a um grande volume de dados, estruturados ou não, que afeta as companhias. Quando empregado adequadamente, esse montante pode fornecer insights e conhecimentos importantes para as empresas possam reduzir custos, mapear oportunidades e aperfeiçoar suas operações.

Nesse cenário, é importante ter uma solução de big data que faça o processamento e a análise de dados gerados nos vários processos e instrumentos da agência. Aliás, um dos recursos usados pelas empresas de comunicação é o chamado data driven marketing, um conceito que envolve a utilização de dados para análise e tomada de decisão organizacional.

Em outras palavras, ele permite o emprego do marketing orientado por dados, possibilitando escolhas e ideias a partir da avaliação de informações de consumidores e do mercado. Devido a isso, a agência consegue efetuar previsões e antecipar ações com base nos comportamentos dos clientes.

Um exemplo ocorreu com a Nike, maior fabricante de itens esportivos do planeta. Ela fez uma parceria com uma companhia de tecnologia, com o objetivo de criar um software para ser utilizado por praticantes de running. O programa informaria dados como velocidade da corrida, frequência de batimentos cardíacos, número de passos dado, entre outros, aos participantes.

Esse aplicativo também poderia ser integrado às redes sociais, incentivando contatos, seguidores e fãs de corrida a compartilharem seus dados, para que comparassem ou fizessem “competições”.

Isso ampliou consideravelmente o volume de dados gerados por dia, possibilitando à Nike empregá-los para, entre outras coisas, entender melhor seu público e desenvolver produtos mais alinhados às necessidades dos consumidores.

Software Integrado

Um sistema de gestão integrado (SGI) é uma solução informatizada e desenvolvida para estruturar as diversas atividades executadas em um negócio. Ele procura integrar processos de qualidade, de segurança do trabalho, de comunicação, entre outros, de acordo com as especificidades de cada empresa.

Um SGI é semelhante ao sistema Enterprise Resource Planning (ERP), ou planejamento de recursos empresariais, possibilitando o desenvolvimento de um gerenciamento integrado da agência.

Um sistema do tipo pode permitir, por exemplo, uma boa visão estratégica com dashboards. Isso significa que, por meio de um painel de controle, você conseguirá acompanhar a performance das atividades de diferentes áreas da sua agência.

Dessa forma, é possível identificar descontroles e desvios da meta de modo simples e fácil, além de evitar ou remediar desafios com maior rapidez.

Outra vantagem é a elevação do controle e da confiabilidade das informações obtidas, pois é possível maximizar o monitoramento das tarefas, gerando maior previsibilidade para o dia a dia do negócio.

Business Intelligence (BI)

O termo Business Intelligence engloba a conversão de dados brutos em informações relevantes e estratégicas para uma companhia.

Devido ao grande crescimento na produção de dados, torna-se fundamental um instrumento que consiga agrupar, processar e obter conteúdos valiosos para a agência, como é o caso de um sistema de BI.

Essa solução coleta, estrutura e avalia conteúdos de diferentes fontes, mesmo que tenham formatos e linguagens distintos. Os dados coletados podem ser provenientes:

  • das necessidades de consumidores;

  • da própria agência, isto é, de computadores, tablets, smartphones e outros dispositivos que tenham informações de clientes;

  • das condições do mercado;

  • de aspectos tecnológicos e financeiros etc.

Após isso, processam e fornecem insights otimizados para o processo de tomada de decisão dos gestores. Os resultados são entregues estruturados em diversos formatos, como gráficos, estatísticas e relatórios.

Uma solução de BI ainda pode ser integrada com uma ferramenta de gerenciamento, otimizando os resultados de ambas.

Indicadores de desempenho

Indicadores de desempenho são importantes para medir os níveis de eficiência e produtividade da empresa e de suas estratégias mercadológicas. Veja, a seguir, exemplos de métricas para agências:

Retorno sobre o Investimento (ROI)

O ROI mede resultados das ações de marketing com base nos investimentos. Isso possibilita entender que campanhas tiveram bons resultados. Por exemplo, se a empresa aplicou R$10 mil em ações que geraram R$100 mil, o retorno foi de nove vezes o valor inicial, conforme o cálculo: ganho – investimento / investimento.

Tráfego orgânico

Tem relação com os visitantes que chegam a um site sem clicar em anúncios pagos nos motores de buscas (Google, Bing), como por meio de resultados de pesquisas e de técnicas de SEO.

Tráfego pago

Corresponde ao volume de visitantes que chegam a um site após clicarem em anúncios, como os exibidos nas ferramentas de buscas (links patrocinados).

Quantidade de Marketing Qualified Leads (MQL’s)

Refere-se ao número de leads qualificados pelo departamento de marketing gerado em um período específico.

Internet das Coisas (IoT)

A IoT está relacionada com a conexão de praticamente qualquer dispositivo à internet, indo além dos eletrônicos e itens de informática. Isso inclui geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, veículos, entre outros.

Futuramente, será possível checar opções de lazer, restaurantes, bares e outros estabelecimentos diretamente com um assistente virtual embutido em seu carro, por exemplo. Geladeiras também poderão mostrar quais produtos estão em falta, exibir anúncios e efetuar pedidos de compras.

As empresas ainda conseguirão usar a Internet das Coisas para obter dados para suas análises, por meio de sensores, câmeras, gravadores e, dessa forma, oferecer diferenciais aos seus clientes.

Um exemplo é a Home Depot, varejista norte-americana, que emprega a IoT para conectar, de forma online, os cartões de compras de seus consumidores e suas listas de desejos, por meio de um aplicativo móvel.

Em outras palavras, aqueles que participam do programa de recompensas da companhia (o Pro Xtra) conseguem visualizar os caminhos mais eficientes dentro dos estabelecimentos para encontrarem os produtos que desejam.

Isso é feito por meio de um aplicativo que foi integrado com os carrinhos e as listas de desejos online dos clientes para conseguir oferecer as rotas. Há até uma checagem dos estoques dos estabelecimentos físicos.

Dessa forma, a empresa conecta os vários canais usados pelo consumidor para oferecer uma experiência mais completa e rápida, evitando que ele perca muito tempo atrás de produtos na loja.

Análise 360°

Uma solução de Análise 360° avalia vários aspectos mercadológicos e organizacionais para ajudar a checar se, por exemplo, uma ideia é viável ou não. Ela ainda permite observar se o resultado obtido é positivo para o cliente e qual o potencial de lucratividade da ideia.

Uma solução que oferece Análise 360° é recomendada para quem quer avaliar, por exemplo, qual ideia dentro de um grupo de sugestões tem maiores chances de êxito, ou seja, significa a melhor oportunidade.

Como produzir o planejamento de marketing de 2019?

Muitos profissionais da comunicação e da publicidade chegaram a cargos de gerenciamento meio que de supetão, não é mesmo? Afinal, o negócio se expandiu rapidamente, e acompanhar essa evolução não é fácil. É justamente aí que entra o planejamento de marketing voltado para a agência.

Por meio dele, fica mais simples decidir quais são as suas metas e o que você vai fazer para alcançá-las.

Um ponto importante dessa planificação é que devem ser incluídos programas para reter clientes. Do contrário, você pode acabar enxugando gelo. É o que acontece quando se fecha 20 novos contratos, mas se perde outros dez.

Por essa razão, a dica é montar um planejamento de marketing em duas principais frentes: uma para abordar os novos clientes e outra para manter o diálogo próximo com os atuais.

Sobre a primeira situação (novos jobs), tente pensar com que tipo de público a agência pretende trabalhar. Quer uma dica? Leve em consideração começar pelos clientes com mais chances de crescimento. Eles têm mais pressa e dinheiro para investir no marketing, principalmente o inbound.

Assim, o primeiro passo do planejamento é descobrir com quem você pretende trabalhar. É bom considerar também que a imersão na personalização é uma grande tendência de marketing para 2019.

Seja para os anunciantes novos, seja para os antigos, o segredo é maximizar a personalização. Criar personas não é nenhuma novidade, porém a maioria das agências ainda está no básico em relação a esse quesito.

Em outras palavras, há muito espaço para ocupar quando o tema é a criatividade baseada em dados. Felizmente, a economia brasileira ainda estava engatinhando em janeiro e fevereiro. Desse modo, é possível fazer um bom planejamento para 2019 a partir de março, quando os negócios devem ganhar musculatura no país. Vamos lá?

Defina as metas

Qual é o seu sonho? Em que situação você quer a agência em dezembro de 2019? Você precisa ter isso muito claro. Quase todo empresário quer crescer, mas qual o seu objetivo de crescimento? 20%? 30%?

Além disso, tente descobrir se a sua equipe de hoje teria condições de absorver essa demanda extra. Caso sejam necessárias novas contratações, você deve incluir isso na sua estratégia.

É preciso ter muito cuidado para não continuar nesse vicioso ciclo de crescer de forma desestruturada. Nesse sentido, jamais dê um passo maior do que as pernas. Isso é um risco enorme que pode abalar o seu prestígio no mercado. Por essa razão, sua captação de clientes deve ser planejada.

Outro passo importante dos propósitos bem delineados é escolher alguns indicadores de desempenho para acompanhar a evolução dos trabalhos.

Se tiver dúvidas, é só voltar ao tópico "Quais as principais ferramentas de planejamento estratégico de marketing?", neste post mesmo. Nesse trecho, você pode rever algumas métricas úteis para as agências de comunicação e de publicidade.

Levante o orçamento

Com a virada do ano, muitos prestadores de serviços e fornecedores reajustam os preços. Sendo assim, o planejamento de marketing de 2019 requer uma pesquisa para quantificar o valor necessário para conquistar seus objetivos.

Tenha a soma global desses investimentos, mas também recortes da quantia estimada para as diferentes ações que você pretende tirar do papel. Isso para saber o quanto vai custar cada etapa da sua tática de expansão comercial. Em seguida, você terá que calcular o quanto tem guardado para pôr esse plano em prática.

Se no final das contas os recursos financeiros não forem suficientes, estabeleça prioridades com base nas estimativas de gastos parciais.

Escolha o software ideal

De nada adianta planejar, seja para 2019, seja para 2020, se você não controlar tudo o que acontece na agência, de ponta a ponta. Sem uma gestão bem-feita, não dá para expandir de forma bem arranjada, principalmente se a sua ambição for o marketing digital. Embora lucrativo, o inbound carece de organização e produtividade.

Você deve estar pensando: mas como vou acompanhar tudo com tantas operações ao mesmo tempo? Realmente não é viável monitorar tudo de forma manual. Por isso, você deve escolher um bom software. Na hora de procurar por sua ferramenta tecnológica, pondere sobre suas funcionalidades.

Faça a integração com os clientes

O melhor programa de informática para agências não deve deixar de oferecer um contato mais direto com os clientes e com os funcionários. Por mais que haja e-mails e mensagens de WhatsApp, esse conteúdo fica disperso em números de celulares e contas individuais.

Com uma interação dentro de um aplicativo próprio, todos os diálogos podem ser visualizados pelas pessoas envolvidas em um job. Isso vai reduzir drasticamente seus problemas de refação e de atrasos.

Atente para a gestão de projetos

Outro item sensível na hora de escolher seu software é a capacidade dele em ajudar você com a gestão de projetos. Há soluções de informática que montam gráficos de Gantt automáticos para você ficar de olho no ritmo de atuação dos funcionários.

Esse tipo de funcionalidade diz quanto tempo cada colaborador demora em determinada atividade. Desse modo, é muito simples descobrir quem realmente rende e quem está improdutivo.

Além disso, dá para aproveitar a média de tempo do time para embutir na sua precificação. Muitas vezes, não é fácil calcular a quantidade de mão de obra por projeto. Mas essa informação é crucial para o planejamento. Afinal, quanto você realmente lucra?

Um bom programa oferece ainda recursos para controlar os andamentos das peças e projetos e alertas para impedir o atraso de jobs importantes. Integração financeira e relatórios de BI também nunca são demais, não acha?

Conheça a sua concorrência

Um dos estágios de maior peso no planejamento é a avaliação da sua concorrência. O que os seus adversários estão fazendo não só pode como deve influenciar a sua definição de metas e as suas estratégias.

Pense o seguinte: pode ser mais vantajoso para a agência entrar em uma área em que eles não estão. Por outro lado, se houver um segmento com alto potencial, é possível que seja melhor apostar com toda a força na disputa direta.

Para descobrir o que vale mais a pena, é bom realizar uma análise de mercado. O foco, muitas vezes, é o segredo para continuar lucrando e aumentando a reputação.

Como já dissemos, a personalização intensificada é uma grande tendência para 2019. Para personalizar com mais qualidade, porém, será necessário conhecer mais seus clientes e leads.

Nesse sentido, quanto mais objetividade, mais você terá sucesso. Em outras palavras, escolha com critérios as direções nas quais você depositará os seus esforços.

Fique de olho nas principais tendências para 2019

Outra parte vital ao planejamento é saber quais são, de fato, as principais tendências de marketing para 2019.

Em quase todos os setores, por causa da tecnologia, tudo muda o tempo todo. Na publicidade e na comunicação, essas transformações são mais numerosas e rápidas. No marketing digital, as novidades surgem em um ritmo ainda mais acelerado.

Nesse contexto, é indispensável acompanhar as primeiras movimentações do mercado. Muitas agências perderam seu poder de reter clientes por não fazer essa lição de casa. A seguir, veja algumas orientações!

Mídias interconectadas

Não é de hoje que a melhoria da experiência dos clientes nos canais de marketing está em alta. A diferença é que, em 2019, deve-se oferecer isso de forma bastante personalizada.

Se um lead preencher um cadastro no seu site, por exemplo, permita que ele acesse o Facebook sem sair dali. Ao ver uma nova postagem da marca no Instagram, seu cliente deve encontrar o WhatsApp e assim por diante.

Microinfluenciadores

Por causa do boom de 2018, os grandes influenciadores passaram a ser persuadidos por um número enorme de empresas, todas ávidas para serem recomendadas por esses verdadeiros gurus da internet.

Desse modo, a quantidade de sugestões comerciais que eles dão ao público aumentou consideravelmente. Como resultado, há uma certa inclinação de queda no poder de persuasão desses líderes. Afinal, o público deixa de acreditar tanto neles, uma vez que sabe o quanto dinheiro está envolvido nesse tipo de declaração.

Por outro lado, ganham força os microinfluenciadores, com menor número de discípulos, mas um poder de engajamento que tende a crescer. O mercado vem sentindo os microinfluenciadores mais honestos e menos ambiciosos. Observe esse movimento e saiba usá-lo a favor do seu negócio.

Videomarketing

O marketing em vídeo é mais uma das grandes promessas para 2019. O YouTube liderava o segmento, o que vem mudando depois que empresas como o Facebook e o Instagram também resolveram apostar nesse formato.

Mais uma vez, a personalização potencializada deve acompanhar a sua produção de imagens. Desse modo, conte histórias, eduque e faça roteiros divertidos em conformidade com o público. Aproveite sempre suas filmagens e animações para levar para outros materiais, como os posts do blog e das redes sociais.

Como você viu, o plano de marketing é um documento extremamente importante para qualquer negócio e por isso também deve ser realizado pela sua agência.

Mas para trazer os resultados esperados é essencial que ele seja produzido usando dados sólidos e seguindo uma metodologia adequada, além de garantir que as estratégias e planos traçados serão seguidos pelas suas equipes.

Com este conteúdo, ficou mais fácil traçar o plano de marketing da sua agência? Se gostou deste post, assine a nossa newsletter e receba sempre dicas e ideias interessantes sobre o mundo da publicidade diretamente no seu e-mail!