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abr

Por que um bom processo de seleção é tão importante para a agência?

Neste artigo, você confere dicas valiosas para que os processos seletivos da sua agência se tornem cada vez mais assertivos!

Processo seletivo: descubra sua importância nas agências! Quer saber tudo sobre processo seletivo em agências de comunicação? Confira neste post e aplique na sua agência!

Que o processo seletivo é um dos momentos mais importantes na hora da construção de um time engajado e alinhado com os objetivos da agência todos já sabem. A dificuldade pode surgir no momento de estruturar esse processo de forma a trazer a pessoa ideal para o lugar ideal dentro do negócio.

Pessoas possuem suas particularidades e complexidades e, uma vez alocadas em ambientes ou tarefas que não se assemelhem ao seu perfil comportamental, às suas afinidades ou ambições, podem trazer prejuízos que vão além do faturamento e produtividade da empresa.

Podem afetar diretamente na saúde do ambiente organizacional e no relacionamento entre os integrantes do time. Pensando nisso, criamos um post com dicas essenciais para você não errar nos processos seletivos da agência!

Então como criar um processo seletivo assertivo para a minha agência?

Por se tratar de um processo contínuo, é natural que a cada vez que for executado, o mesmo seja revisto e as melhorias identificadas sejam aplicadas. Além disso, apesar da tarefa de lidar com pessoas ser encarada de forma subjetiva, é importante que a decisão da contratação parta de fatores concretos e avaliações coerentes.

Evite empregar achismos ou somente o fato de que “o santo bateu”, afinal é do futuro da empresa de que estamos falando. Para que essa análise se torne mais objetiva e gere bons frutos dentro da agência, separamos algumas dicas que servirão de apoio para que a decisão seja a mais positiva possível:

Entenda as competências necessárias para a vaga em questão

Competências são as características comportamentais e técnicas que buscamos para aquele novo colaborador. É, certamente, o primeiro passo para que o processo como um todo tenha o sucesso que buscamos. A escolha dessas competências deve guiar desde a etapa de divulgação da vaga, até o momento final da seleção.

A seleção das competências deve ser baseada nas atribuições do cargo em questão, na composição do time de colaboradores já existentes e nas diretrizes que guiam a empresa (sua missão, visão e valores). Trata-se de uma escolha estratégica que guiará os rumos que a empresa deverá adotar.

Sendo assim, para uma vaga relacionada ao setor financeiro, é primordial que o candidato possua habilidades de organização, análise e tomada de decisão. Já para uma vaga no time comercial, a negociação e o foco em resultados são essenciais. Para uma vaga no setor de criação, o foco no cliente e a criatividade (claro) são peças importantes. Já para uma vaga no atendimento, a resiliência e o relacionamento interpessoal são o foco.  E por aí vai…

É importante que essas competências sejam definidas em conjunto com todos os gestores da empresa, pois a vivência de cada um pode auxiliar no processo. Além disso, é essencial analisar o time que já existe para que novas competências possam ser implementadas ou excluídas com o passar do tempo, de acordo com os objetivos estratégicos da empresa.

A divulgação certa no lugar certo

No momento em que a vaga surge dentro da agência, uma das primeiras ações a serem adotadas é a divulgação da mesma. Mas como, onde e para quem divulgar? Essa etapa merece atenção, pois é a partir dessa divulgação que os candidatos começarão a surgir.

Sendo assim, se a vaga é voltada para um estágio, por exemplo, quer lugar melhor para divulgação do que dentro das faculdades da sua cidade? Muitas faculdades disponibilizam aos seus alunos canais para divulgação de vagas.

Conversar com os estagiários que já trabalham na agência é uma outra excelente opção, já que eles podem disseminar a oportunidade em suas salas de aula através de murais, grupos de conversa da turma ou até mesmo professores.

Entrar em contato com as empresas juniores da cidade também é uma ótima pedida, afinal nelas já existem estudantes colocando o conhecimento de sala de aula em prática e já obtendo uma maior vivência no mercado.

Por outro lado, se a vaga disponível é para a área de criação, vale investir em uma divulgação criativa por meio das mídias da agência, por exemplo. Uma arte que desperte a atenção dos seguidores aliada a um texto mais informal e despojado pode ser a chave para o sucesso.

E mesmo que o futuro criativo da sua empresa ainda não siga as redes sociais da agência, provavelmente terá pessoas próximas que ligarão a vaga ao perfil do profissional e o levará até a postagem.

Vale ressaltar que algumas cidades possuem canais de divulgação próprios que atingem a uma camada maior da população, use-os com cautela. Divulgar através desses locais traz uma maior visibilidade à vaga, logo a quantidade de currículos a ser recebida será bem maior.

É importante, assim, que a análise dos currículos seja feita de forma criteriosa a partir de fatores como:

  • experiência;
  • atividades extracurriculares;
  • projetos pessoais;
  • cursos realizados; 
  • idiomas (caso seja necessário para a vaga em questão). 

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Um processo de recrutamento eficiente economiza tempo na hora da seleção

Como foi dito, a análise dos currículos deve ser feita de forma criteriosa. Mas que critérios são esses? Simples, a partir dos critérios que você deseja que componham o seu negócio.

Vamos ao primeiro exemplo: sua agência começou a lidar com clientes de outros países? A empresa frequentemente aposta em materiais estrangeiros para incrementar o conhecimento técnico do time, já que não existem muitos materiais nacionais completos sobre os temas em questão? Talvez seja a hora de apostar no conhecimento de idiomas ou na vivência em intercâmbios dos candidatos.

Pretende buscar um candidato proativo e que goste de aprender? Vale a pena então conferir de quais projetos extracurriculares aquele candidato já participou. Também é válido buscar informações sobre presença em eventos, simpósios, palestras e capacitações. Vale lembrar que a internet está cheia de cursos muito completos e gratuitos em várias áreas e com livre acesso para todos que se interessarem.

Já se o objetivo é recrutar alguém criativo e versátil, quer prova maior dessas qualidades do que o próprio currículo e portfólio? Um currículo que fuja dos padrões da maioria e que conte sobre a vida profissional do candidato com clareza, de forma dinâmica e inovadora certamente é um ótimo começo do que aquele profissional é capaz. Além disso, um portfólio completo e que mostre de forma detalhada os trabalhos já realizados, pode ser a garantia da qualificação técnica que se busca para aquela área.

Customize as etapas de acordo com o perfil e as competências do cargo

Processos de seleção podem (e devem) ser personalizados de acordo com as características dos cargos. Esse é o momento de analisar os conhecimentos técnicos do candidato, assim como as características comportamentais.

Sendo assim, supondo que o cargo tenha um cunho mais técnico, por que não aplicar testes e atividades práticas aos candidatos? Por outro lado, se o cargo exige habilidades em comunicação, dinâmicas são uma boa pedida.

A entrevista comportamental é uma etapa importante desse processo, afinal será uma das primeiras oportunidades na qual haverá a possibilidade de analisar como aquele candidato lida com diversas situações do dia a dia.

Opte por pedir exemplos de situações vivenciadas por ele (de acordo com as competências definidas para o cargo) e observe a linguagem corporal do entrevistado. Nervosismo e insegurança são fatores normais dentro de uma entrevista, portanto, havendo a possibilidade de oferecer uma abordagem acolhedora e um ambiente tranquilo, a experiência será ainda mais proveitosa.

Por fim, é importante entender que a seleção ideal é aquela que não valoriza apenas um elemento… é claro que para alguns cargos, a expertise técnica se faz necessária, porém a humildade e vontade de aprender se fazem importantíssimas também, afinal nunca dominaremos todos os conhecimentos e sempre precisaremos evoluir, certo? É importante que todos esses fatores sejam observados na entrevista

Automatize o processo

Hoje em dia, existe uma boa variedade de softwares especializados na gestão do processo seletivo, trazendo, inclusive, novidades como testes comportamentais e comparação do fit do candidato com o cargo e/ou a empresa, gerando uma segurança ainda maior na hora da escolha.

Além disso, esses sistemas organizam de forma mais efetiva as informações dos candidatos e arquivam os currículos para oportunidades futuras, sendo uma ótima opção para agências que já estão com o processo seletivo mais consolidado nas rotinas administrativas.

Dê feedback aos candidatos

É aquela velha história: fazer o que gostaríamos que fizessem conosco. O feedback ao candidato (seja ele positivo ou negativo) mostra a consideração da empresa em relação ao tempo dedicado ao processo e gera uma relação de confiança, fazendo com que em futuras oportunidades, aquele profissional não hesite em tentar de novo, caso não tenha obtido sucesso na primeira vez.

Além disso, tratam-se de insumos que podem ser utilizados para o próprio desenvolvimento do candidato para que em novas chances, ele consiga fazer as correções necessárias.

Por fim, é importante destacar que a prática leva à perfeição. A partir do momento em que o processo seletivo for uma questão resolvida na agência, a produtividade e o engajamento do time só tendem a aumentar, levando ao sucesso certeiro. Gostou de conhecer nossas dicas para otimizar os processos de seleção na sua agência? 

Aproveite para conhecer outro conceito: O que é turnover e como calcular esse índice na sua agência!